Este espaço dedicar-se-á a divulgar um pouco do que se vai passando no panorama mágico nacional e/ou internacional, envolvendo a comunidade de mágicos portugueses, na qual me inclúo.
Ok, de vez em quando também direi uma anedotazita... e falarei de PERCURSOS PEDESTRES... Ah! E, claro, dar-vos-ei infos sobre os famosíssimos PINGUINHAS... E sobre os Contadores de Contos... E sobre o "Grupo dos Reis... E sobre a Enodestinos... Enfim, muitos focos de interesse para que não deixem de vir visitar!...
11 de Novembro de 2009
Homenagem ao meu amigo David Sousa (para colmatar uma falha neste espaço)
Pois é! Isto é algo que já deveria ter feito há muito tempo... No entanto, e como sempre acreditei que mais vale tarde que nunca, eis aqui a mais que justa homenagem àquele que, mais que um campeão do mundo na magia, é um BOM AMIGO!
Apreciem a sua técnica, o seu charme e o seu estilo. DAVIDE SOUSA!... Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap!
Nestes tempos em que a era digital nos vai ensinando um novo tipo de linguagem (quem não conhece os termos "lol", "kiduska", ":-)", etc?), resolvi aqui fazer de "velho do Restelo" e homenagear a gramática portuguesa, nos seus mais bonitos fonemas. Assim sendo, reproduzo aqui um texto feito por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. Reparem bem na subliminaridade subjacente que sobressai desta fantástica utilização do léxico!... e já repararam como eu também estou aqui a "falar" bem? Bom, mas vamos lá ver a "descrição do que poderia ser um texto de cariz erótico-narrativo...
"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, ao contrário dele que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro. Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo. Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais. Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisto a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício. Que loucura, meu Deus! Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas: Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
E eu terminaria indicando que "o substantivo, após colocar o artigo feminino na sua conjunção coordenativa conclusiva, voltou-se para o verbo auxiliar atirado pela janela e três pontos." Tenho dito!
Os dias sucedem-se e a luta continua! Pretendia ter aqui deixado o registo dos meus dias no pós-segundo tratamento e, sem (quase) dar por isso, já lá vai o terceiro e estou a entrar naquela que identifico como sendo a semana boa dos sintomas pós-quimioterapia. Têm-me pedido para descrever quais são esses sintomas! Pois não é fácil descrevê-los... Penso que o pior sintoma é mesmo o gosto constantemente presente na boca, a metal, e que nos confere o sabor a náusea. É verdade que nos livros do Harry Potter este sabor é muito conceituado, com os seus famosos rebuçados a saberem a vomitado, mas confesso que continuo a preferir o gosto de um bom tinto e a saborear o paladar de um espumante... Há-de chegar esse dia, se Deus quizer! Até porque a boa notícia da semana é a da minha oncologista, Dra. Margarida, ter já confirmado que irei "apenas" fazer 6 tratamentos, o que me indica ter já atingido a "nota positiva" (com 50% já passamos, certo, ó senhôres fessôres?). Desta forma, já irei passar o Natal em recuperação, atravessando dias bons e não deixando que este "sabor a náusea" me estrague o paladar dos filhós, das rabanadas, do arroz-doce e aletria... hummmm! Já tenho água na boca só de pensar nestas guloseimas natalícias... Outra das perguntas que me fazem com frequência é: "e que fazes nestes dias, em casa? Deve ser uma chatice não ter que fazer..." Bom, como poderão ver pelas fotos descritivas destas minhas duas semanas, poderão ver que "rotina" ou "aborrecimento" é algo que não entra no meu vocabulário. Até porque o que me falta é tempo para fazer todos os projectos que pretendo levar àvante. Mas vamos ao ilustrativo destes dias...
...Figura_1: Isto é algo que espero mesmo não vire rotina: avaria no fecho de uma porta do "Fofocus" (nome com que baptizámos o nosso carro), que teve que ir a arranjar, no sr. Constantino Santos. E, claro, "lá foi varão...", mesmo com o preço de amigo que ele sempre me faz!
...Figura_2: E porque é tempo de celebrar Martinho, aquele soldado romano que em plenos Alpes, dividiu ao meio a sua capa com a espada partilhando-a com um pobre cheio de frio que pedia esmola; com esse gesto Deus acabou com o mau tempo que se fazia sentir, fazendo brilhar um sol de Verão (eis o porquê do "Verão de S. Martinho". As coisas que eu vos ensino...), nós fomos partilhar umas castanhas com os nossos cumpadrês Cristina e Francisco Jordão. Eis aqui o Chico e a Zé a saborear um licor... de alfarroba!
...Figura_3: ... Obviamente que também esteve presente neste primeiro magusto o nosso afilhado Gonçalo.
...Figura_4: Mas porque alguém tinha que fazer o trabalho (neste caso, assar as castanhas), calhou-me a mim em sorte...
...Figura_5: E a noite terminou connosco a jantar os petiscos preparados... ou comprados fora!
...Figura_6: Também o meu irmão (e família) nos fizeram uma rápida visita no fim-de-semana, mas ainda suficientemente demorada para jogarmos 3 partidinhas dos matraquilhos, para gáudio das minhas sobrinhas. Aqui "gáudio" tem o significado de delícia, prazer, divertimento (N.do A. que, neste caso, sou eu mesmo!)
...Figura_7: E depois às segundas, logo pela manhã para evitar a presença doutros alunos e aumentar o risco de contrair uma dessas gripes que estão na moda, lá vou eu até à minha aulinha de guitarra, onde "dou cabo dos nervos" ao professor, Rafael Campanilhe, com as minhas (des)afinações...
...Figura_8: Entretanto chegámos ao Halloween e à famosa "noite das doçuras ou travessuras". Estes foram os nossos primeiros "clientes", que tiveram direito ao grosso do quinhão: 1 kg de rebuçados que depois quase nos fizeram falta para os restantes visitantes da noite.
...Figura_9: Após mais um dúo de meninas (que infelizmente não registei em foto e que estavam muito bonitas, de bruxinhas), fomos visitados por esta dupla de fantasmas (Marco e Filipe), que lá levaram as suas guloseimas.
...Figura_10: E a noite terminou com um "bando de bruxinhas" a visitar-nos para terem direito também às suas gostosuras, com o Doc sempre atento às suas "belezuras"...
Vêem como "agitação" é coisa que não falta por aqui? Fiquem bem...
Hoje decidi colocar aqui algo completamente diferente, mas que a minha consciência me ditou: uma homenagem ao Deus de cada um de nós. Se é verdade que, como Cristão, o Deus que aqui procuro "homenagear" (se é que me é permitida esta pretensão!) é o Deus dos Cristãos, também o facto deste espaço poder ser seguido por crentes de outras religiões ou mesmo por ateus, também não fará mal a ninguém ler estas máximas e reger-se por algumas destas missivas.
"Eu pedi a Deus!" Eu pedi a Deus para me retirar os meus vícios. Deus disse: "Não! eles não são para eu retirar e sim para tu desistires deles." Eu pedi a Deus para completar o meu corpo. Deus disse: "Não! O teu corpo é temporário; o teu espírito é que é completo." Eu pedi a Deus para me dar paciência. Deus disse: "Não! Paciência é um subproduto das tribulações; ela não é dada, é aprendida." Eu pedi a Deus para me dar felicidade. Deus disse: "Não. Eu dou bênçãos; felicidade depende de ti." Eu pedi a Deus para me livrar da dor. Deus disse: "Não. Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de Mim." Eu pedi a Deus para fazer meu espírito crescer. Deus disse: "Não. Tu deves crescer em ti próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos." Eu pedi a Deus todas as coisas que me fariam apreciar a vida. Deus disse: "Não. Eu te darei a vida, para que tu aprecies todas as coisas." Eu pedi a Deus para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama. Deus disse: ".... Ahhhh, finalmente tu entendeste a idéia..." "Para o mundo você pode ser uma pessoa, mas para uma pessoa você pode ser o mundo”
E foi assim, imbuído deste espírito de dádiva, que aqui quiz deixar expresso o meu sentimento para este dia, em que me encontro a receber o 5FU numa bomba, no conforto da minha casa. Fiquem bem!
Pois é! Já passaram 19 anos que aqui o Je comandou alguns homens no Regimento de Infantaria do Porto (mais conhecido por RIP), quer na Escola de Cabos, em que ministrei a especialidade de Transmissões, quer depois como graduado (e mesmo Comandante de Companhia durante algumas semanas) na Companhia de Comando, onde estes mesmos homens (quase todos) assentavam praça pelos seus diferentes ofícios (Arrecadação de Transmissões ou da própria CC, Posto de Rádio, Central Telefónica, Secção de Operações e Informação mais conhecida pela SecOpInf, etc...). E desses 19 anos resultou um encontro anual, o qual me coube a honra de organizar este ano (pela segunda vez nestes 19 Encontros!). Para registro para a posteridade, eis o programa previsto: 08H00 - Toca a alvorada, para todos se porem a pé; 08H05 - Após duas espreguiçadelas, três coçadelas aos piiiii...*** e dois arrotos do chouriço da véspera, é hora de levantar e dirigirem-se à casa-de-banho para a primeira xixizada do dia; 08H08 - Após a 5.ª sacudidela, é tempo de lavar a cara e preparar o estojo da barba para se apresentarem convenientemente à formatura; 08H30 - Depois do duche dirigem-se à cozinha, onde as esposas, com um enorme sorriso, vos preparam o pequeno-almoço (não! O sorriso não é por vos amarem mto e prepararem esse pequeno-almoço com o prazer das esposas, e sim porque vão ter um dia inteirinho sem a vossa presença!); 09H00 - Dão o beijo de despedida (depois de mais duas eructações - vulgo arrotos) às esposas e dirigem-se para o carro; 09H02 - Olham para a janela da cozinha, onde ainda vêm o ar feliz das vossas companheiras, espreitando e certificando-se da vossa saída; 09H30 - Circulam pela A1 em direcção ao Sul (excepto o Armando, que se dirigirá direcção Norte), ouvindo aqueles nabos da rádio a tocar uma qualquer música quando, na verdade, vos apetecia era ver um filme porno entre a Pamela Anderson e o Mick Jagger; 10H30 - Após terem saído na Mealhada, dirigem-se na direcção de Anadia, em busca do único hotel que ali se encontra (Hotel Cabecinho), junto ao posto da GNR. MISSÃO: Formatura do pelotão em frente ao MUSEU DO VINHO BAIRRADA, para um início de dia bastante... vínico! NOTA: Hora de encontro: entre as 10H30 e as 11H00 junto àquele museu (próximo do Hotel Cabecinho, em Anadia); 11H00 - Visita em marcha acelerada ao Museu, para um primeiro contacto com a história do vinho e desta região vitivinícola; NOTA: Entrada paga = 1,00 euros / pax; 12H20 - Rumamos até Sangalhos, em formatura automotorizada cerrada, para ataque surpresa às Caves da Aliança, Vinhos de Portugal, SA; 12H30 - Enodegustação de um flute de espumante, acompanhado de amêndoa torrada; 12H40 - Início da visita às Caves de Espumantes e Aguardentes, acompanhada por guia da Aliança; 13H30 - Início da degustação na Sala de Banquetes da Aliança. 16H00 - O Armando, sem saber, será convidado a tocar algumas músicas do seu vasto reportório musical, providenciando a Organização a presença (meramente fortuita) de uma guitarra; 17H00 - Bem tocados, preparamo-nos para sair de Sangalhos e dirigirmo-nos para outro qualquer local, a acordar no momento (a partir daqui, a Organização já não se responsabiliza por todos os actos; estes dever-se-ão, seguramente, ao alto teor alcoólico de (quase) todos os presentes - este "quase" deve-se à presença do Coelho... e de mim próprio! (chuif! chuif! Buáááááááá...)
E prontes (Ah! como sabe bem dizer prontes...). Tirando a hora da saída da Aliança, que acabou por ser depois das 18h, tudo o resto se cumpriu praticamente na íntegra! Principalmente a parte do alto teor alcoólico de (quase) todos os presentes!Mas vamos às fotos, para registar o grandioso evento!
...Figura_1: O grupo após a visita ao Museu, ainda composto...
...Figura_2: A visita às Caves, pelos túneis do espumante... Como eu me sinto bem ali!
...Figura_3: A nossa guia, a bonita Sónia, que a todos fez sonhar... com a sua explicação sobre o método champanhês (ou o que pensavam?)
...Figura_4: Vêem todos aqueles barris por detrás de mim? Irei beber aquela quantidade toda, depois deste período de abstinência! Tenho dito...
...Figura_5: O grupo já reunido à mesa, preparando-se para a enodegustação (onde é que eu já li esta palavra?)
...Figura_6: Perpectiva da mesa vista do meu lugar.
...Figura_7: Até tivemos direito a exibição dos "Ai que Vida", em versão meio grupo. Eu? Estava ali só a fazer que tocava...
...Figura_8: No final, e tal como o programa indicava, foi feita a "passagem do testemunho" para a Organização do próximo ano, ao Oliveira já em braços. O que valeu foi o Seabra tomar conta do Livro de Actas...
E foi assim, em perfeito estado alcoólico da maioria dos presentes, que demos por findo o Encontro, com a formatura realizada, como é da praxe, para dar a ordem de "Destroçar" com cada um para o seu lado! E foi assim que terminou mais este grandioso Encontro, connosco a irmos às nossas vidinhas, ter com as companheiras que nos aguardavam em casa, felizes... por lhes termos dado este dia completo sem nós!
Deixo-vos com este pequeno excerto do som dos ("Ai Que Vida"/2). Fiquem bem!
Porque vale a pena partilhar a nossa vida neste Planeta que nos une, deixo aqui esta magnífica homenagem à Terra. Obrigado, amigos, por a compartilharem comigo! Vamos apelar para que o mundo a respeite. Para bem do Ambiente... e do futuro dos vossos filhos!
Eis mais um título surpreendente para uma publicação surpreendente! Pouca modéstia? Ná!... Como até ao momento vocês não têm nem ideia do que vou dizer, será... surpreendente! Bom, confesso que nem eu tenho ideia do que irei escrever daqui para a frente. Mas vamos lá explorar o teclado e ver o que daqui sai. Para (não) variar, poderei descrever do que mais relevante se passou nestes últimos dias. Boa ideia, né? Pois, também acho. Aliás, eu SÓ tenho boas ideias... Então vamos lá! Para aproveitar os restantes dias da "semana boa" (segunda semana pós-QT, em que os sintomas são mais diluídos), e porque era aniversário do Hotel Moliceiro ao qual, infelizmente por resguardo aqui do Je (esteve lá uma multidão de gente!), não pudemos comparecer, no dia seguinte (sexta-feira, 9) convidámos a Cristina Durães para almoçar e passar a tarde connosco. Elegemos o Restaurante Gafanhoto e para ali rumámos. Foi uma tarde bastante agradável e a noite quase chegou connosco ainda ali a conversar...
...Figura_1: O Sr. Paulo (dono do Gafanhoto) e a sua filha mais nova, a Cristina Durães e o casal-maravilha (já repararam que "eles" estão em quase todas?).
Mas o sábado não ficou atrás. Alguns dos Pinguinhas, que já não se reuniam há algum tempo, aproveitaram também estes "dias bons" e vieram até à nossa Villa, para degustar alguns sólidos mas principalmente alguns líquidos (Douro foi a região por mim escolhida... mas comigo a não beber! Chuif... Chuif... Buá outra vez!). Foi, mais uma vez, um dia bem passado, animado pelos fantásticos despiques futebolísticos entre o GRANDE SCP e o (também quase) grande FCP, com larga vantagem para os de verde-e-branco (ou não fosse eu um dos jogadores a representá-los)... Claro que estou a falar da tardada de matraquilhos que aqui passámos, já que no que diz respeito ao campeonato, a realidade é bem diferente!
...Figura_2: O grande desafio SCP x FCP, com os 4 Pingas presentes em saudável competição (eu e o Tiago versus Álvaro com o Chico).
E no domingo voltámos a ser visitados, desta vez pela família Carecho. Aproveitando para trazer o André, a minha irmã e família trouxeram o farnel com eles e vieram oferecer-nos o almoço em nossa casa. E se estava bom! Aquele cabrito caseiro preparado pelo meu cunhado foi de comer e chorar por mais... Pena não o poder ter acompanhado com o tinto, como eles, mas... (já sabem! Eu agora escreveria aqui, novamente, o habitual "Chuif... Chuif... Buá...". Mas não o vou fazer. Afinal, e tal como indiquei no início, não sou eu quem controla o que escrevo, e sim os meus dedos sobre o teclado. E eles não quizeram escrever de novo o "Chuif... Chuif... Buá" que eu teria escrito!)
...Figura_3: A família Carecho e (outra vez) o casal-maravilha, após saborearmos aquele magnífico cabrito.
Bom, entrámos na nova semana e com ela veio o segundo tratamento com o FOLFIRI. (Ah! Agora já sei o significado do título que dei. "E vão dois!" É que depois da semana boa veio... o segundo tratamento. E já lá vão dois! Como eu sou inteligente!)... Foi mais uma semana de "sabores intensos", alguns enjôos e a constatação que o meu cabelo está a acompanhar a recessão mundial... em queda! Não, ainda não verão o meu belo crâneo escalpelado, mas é verdade que, de manhã, a minha almofada já fica repleta de pequenos cabelos e a banheira fica "negra" após o banho. Mas, e como o meu pai sabiamente me ensinou, são resultados da cura e não da doença (e esta, hein? Já tinham pensado nisso?) Ah! e repararam que eu disse "negra"? Não disse "branca", o que significa que ainda tenho o cabelo preto (apesar de ter algumas regiões mais democráticas, com pequenas nuances da idade). E esta nova semana o que nos trouxe? Algo de novo nesta casa: a entrada na era digital! Como assim?, perguntam-se vocês... Na era digital? Pois! Após a substituição da box analógica da TV Cabo pela box digital da Meo, foi a vez do televisor analógico se preparar para a televisão do futuro... hoje! E por isso, aproveitando uma campanha promocional, eis o nosso novo brinquedo. Gostam? Nós sim...
...Figura_4: A era digital chegada a Salgueiro. Fica ou não fica bem? Fica! E já agora, fiquem bem também vocês! See u!
Para relaxar neste dia, em que estou em pleno tratamento de QT (é já o segundo... ou melhor, já só faltam 10!), aproveito este momento para partilhar convosco mais alguns momentos culturais... É que, sabem, sempre é tempo de (continuar) a aumentar a vossa (nossa) cultura. Assim:
De onde vem a Cãibra? Segundo o neurologista Acary Oliveira, da Unifesp, 95% da população já experimentou esse espasmo muscular, em geral na barriga da perna. "Após intensa actividade física, acaba a energia e a musculatura se contrai e não relaxa". Para passar, o segredo é contrair o músculo oposto ao que está doendo, como fazem os jogadores de futebol. Se a cãibra for na barriga da perna, por exemplo, basta alongar os músculos da parte da frente, puxando a ponta do pé para cima, em direcção à canela.
O que causa o Arroto? Também chamado eructação, o arroto é causado pelo acto de engolir ar (aerofagia). “Falar ou comer muito rápido, engolindo ar, são as causas mais comuns”. Ingerir alguma substância que contenha gás, como refrigerante, pode ser outra causa provável. A cura não é muito educada. Basta 'eructar'.
Por que, às vezes, meu Olho Treme? O espasmo das pálpebras é causado pela contracção do músculo orbicular (músculo responsável pelo fechamento das pálpebras). A causa mais provável é que seja provocado pelo cansaço Ou tensão. “É como uma cãibra”, explica o oftalmologista Paulo Henrique, da Unifesp. O músculo movimenta-se rápido para fazer circular mais sangue na região e dissipar o ácido láctico, responsável pela irritação na terminação nervosa.
Por que há uma espécie de 'Choque' quando se bate o cotovelo na quina da mesa? A reacção é causada pela compressão de um nervo chamado ulnar. “No cotovelo, o nervo ulnar está muito exposto ficando susceptível a pancadas”. Esse nervo está ligado aos dedos mínimo e anular. Por isso, a sensação de choque se espalha do cotovelo até esses dois dedos.
Estalar os Dedos Engrossa as Articulações? Não. “Ao esticar o dedo, o líquido sinovial lubrificante da articulação responsável por diminuir o atrito desloca-se sob o vácuo formado entre as articulações, fazendo o barulho do estalo”, ensina o ortopedista cirurgião de mão Luís Nakashima. O mesmo fenómeno pode ser percebido nas costas e nos joelhos. “Provocar o estalo no dedo não faz mal algum”.
Por que tenho a impressão de já ter visto um lugar onde nunca estive? A sensação de 'déjá vu' pode acontecer com quase todos e tem origem biológica. O hipo-campo - região do cérebro responsável pelo processamento da memória - é activado fora de hora, exactamente quando está ocorrendo um facto novo, dando a impressão de que aquilo já estava registrado, de que é um facto do passado. O evento é mais frequente em pessoas com epilepsia no lobo temporal e isso, provavelmente, está relacionado com “disparo anormal do hipo-campo, um dos centros cerebrais da memória”, explica o psiquiatra Roberto Sassi. Mas isso não implica que pessoas que tenham 'déjá vu' sofram de epilepsia.
Por que a gente boceja?“É uma forma de activar o cérebro e evitar o sono”, afirma o coordenador do departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva. Ao bocejar, o segundo e o terceiro ramo do nervo trigémeo (um dos nervos da face) são activados, estimulando o cérebro. O mesmo efeito pode ser obtido mascando chiclete. “O único mistério é o factor epidémico do bocejo; ninguém sabe porque as pessoas bocejam quando vêem outras bocejando”, diz Ademir.
Olá, minhas amigas e meus amigos! Hoje prometo uma publicação curta, mas muito especial. Irei apenas relatar o fim-de-semana passado, assim em jeito de homenagem ao feriado que vivemos, da Implantação da República em Portugal... Este (o fim-de-semana e não a Implantação da República, entenda-se!) começou por ser planeado para uma viagem até ao nosso bem-amado Gerês, com os nossos amigos David e Vera. E teria sido engraçado, pois ali teríamos encontrado, numa daquelas coincidências que o Universo nos prepara, o António (músico) Monteiro, o Ângelo Conde e a Liliana (e outros colegas), nossos amigos do pedestrianismo... No entanto, e face a estar em recuperação dos sintomas causados pelo primeiro tratamento desta terceira série de Quimio, decidimos (muito acertadamente) não nos sujeitarmos a este esforço e risco, até porque ali para aqueles lados choveu e as noites começam já a ser frescas. Assim sendo, a opção foi convidá-los a virem ter connosco a nossa casa (a famosa FMJ Villa), partilhando assim connosco este fim-de-semana prolongado. Foi com grande prazer (mútuo) que eles aceitaram e assim vieram no final da tarde de sábado (pena ter sido tão tarde, que já não deu para assistirmos a uma tradicional desfolhada em Couto de Esteves). Mas não demos o tempo por mal empregue. Aproveitámos para, depois do jantar, e atendendo a que a noite até estava bastante agradável (coisa rara em Aveiro), irmos mostrar a night da nossa cidade. E onde se passa a night? Claro! Praça do Peixe... No domingo, e após uma noite revigorante, fomos até Vagos, a casa da nossa comadrê Cristina, dar-lhe o apoio pela ausência do cumpadrê Francisco, em viagem de trabalho por terras romanas. A ideia foi a de partilhar uma feijoada de leitão ali na sua casa, que a todos soube muito bem. Todos??? Ná!... Aqui o je contentou-se com um peixinho grelhado e sumo (isto sim, é sofrer! Vê-los a bebericar um espumante bruto baga Luís Pato e eu a contentar-me com sumo... A vida é triste, sem estes néctares!). Bom, e ali passámos o dia, acabando mesmo por fazer um lanche ajantarado, sempre abrilhantado pela boa disposição do nosso afilhado Gonçalo. No final fomos até Aveiro, onde decorria a actuação de várias tunas no âmbito da semana de recepção aos caloiros, "Integra-te!", e onde nos encontrámos com o André e um grupo de amigos de Coimbra. O feriado de segunda-feira foi por nós recebido com... um Duas Quintas 2001 que, dizem as "Vozes-Off", estava uma maravilha... Sim, que mais uma vez eu xuxei no dedo! Neste dia optámos por ficar por casa, até porque o dia prometia (finalmente) chuva e apetecia-nos jogar snooker. E foi isso que fizemos! Foi um dia muito agradável, terminando este fim-de-semana muito especial!
...Figura_1: David e os legos, eu a ler Garfield, em casa da Cristina
...Figura_2: O nosso afilhado Gonçalo, o mais novo, sempre sorridente!
...Figura_3: O nosso outro afilhado, André, o mais velho, com os amigos de Coimbra para a night de Aveiro e dos caloiros.
...Figura_4: David, Zé, FM e a Vera, numa mesma pose e também na night de Aveiro, a ouvir as tunas.
...Figura_5: As tunas em Aveiro... apesar de termos preferido ir beber umas bjékas e comer uns preguinhos ao Alexandre!
...Figura_6: O almoço/lanche quase jantar em nossa casa, na segunda, com o tempo ameaçando chuva e nós a mandarmos cair umas pingas... Nós? Ná!... :-(
...Figura_7: A noite terminou com uns joguitos de snooker, aqui com a equipa vencedora (afinal, eram os convidados...)
...Figura_8: A equipa anfitriã, na sua tarefa de "deixar ganhar" os convidados (boa desculpa, né? Funciona sempre...)
E prontes! (Ah! Já quase não me lembrava como se escrevia isto...) Foi assim que passámos um fim-de-semana muito especial! Obrigado, meus (nossos) amigos!
Eu sei que muitos de vós estranharão o título desta nova publicação. No entanto, e como é já habitual em mim, eu cá estou para vos esclarecer! Afinal (e nunca me canso de o afirmar!), este nosso blog é um espaço dedicado ao crescimento cultural da nação! Mas passo a explicar! Na última publicação recebi um comentário de uma menina (senhora?) que assinou como C.L., e em que, basicamente, dizia ser uma das leitoras regulares deste blog, e que diz admirar a força que aqui procuro transmitir, na forma como lido com toda esta minha situação! Pois bem, C.L., são pessoas como tu, que nos dizem coisas assim tão bonitas, fortes e arrebatadoras, que me (nos) fazem sentir essa mesma força e vontade de continuar a lutar e, acima de tudo, acreditar na VITÓRIA! Bem haja C.L. (e todas as C.L.'s desse mundo que nos fazem chegar estas mensagens de FORÇA!). Ah! Já agora aproveito para indicar aqui o meu e-mail, para todos aqueles(as) que pretendam trocar ideias, partilhar informações ou, simplesmente, contactar comigo. É verdade que deixando um comentário eu recebo de imediato a vossa mensagem, mas também é vero que não tenho possibilidade de vos responder de volta. Por isso, aqui vai: fmjmagico@gmail.com.
E agora, para descontrair, e em homenagem aos grandes PINGUINHAS, apresento-vos em primeiríssima mão... bom, talvez não primeiríssima... talvez nem em segunda... Mas pelo menos em milionésima primeiríssima mão, os... txã txã txã txã... "10 Mandamentos do Vinho": 1.º Amar o vinho acima de todas as coisas; 2.º Jurar bebê-lo tanto no Inverno como no Verão; 3.º Honrar o tinto e o branco; 4.º Não matar o bicho com menos de três quartilhos; 5.º Não misturar vinho com água; 6.º Não roubar garrafa ou bota vazia ou rota; 7.º Benzer as tascas e adegas; 8.º Não mentir sem borracheira; 9.º Só cobiçar garrafa alheia quando a mesma estiver cheia; 10.º Escolher e beber sempre do melhor!
Mas, e em jeito de epitáfio, termino com a máxima de um Pinguinha: "Sonho de Pinguinha é virar génio... para dormir dentro de uma garrafa!" Bem hajam (nós) Pinguinhas!